Depilação: como tudo começou

Por Mariana Pajuelo

 

Apesar de muitos acharem que a depilação é algo moderno e contemporâneo, e que antigamente o excesso de pelos no corpo era algo normal, podem se surpreender ao ver que a depilação começou na antiguidade, claro que não com os métodos da atualidade. Vamos aprender um pouco mais da história da depilação:

Há tempos, pessoas em diversas sociedades procuram eliminar o excesso de pelos para fins estéticos e para higiene pessoal. A história nos revela que em 1500 a.C. os homens já removiam os pelos com um depilador feito de sangue de diversos animais, gordura de hipopótamo, carcaça de tartaruga e trissulfeto de antimônio.

Os romanos também se referem a composições depiladoras, algumas das quais continham soda cáustica como destacado ingrediente. Cleópatra tirava seus tão indesejáveis pelos com faixas de tecidos finos banhados em cera quente. Embora os depilatórios químicos sejam considerados uma invenção contemporânea, o processo para remoção dos pelos através de decomposição química surgiu na Antiguidade. Na realidade, durante séculos seu desenvolvimento ficou adormecido e diversas outras alternativas foram introduzidas.

Há também relatos do Egito antigo de que as mulheres usavam argila, sândalo e mel para retirar pelos da axila, dando origem às técnicas de depilação com cera (cera egípcia). Na Grécia Antiga, foi desenvolvido um instrumento denominado estrigil (varinha de cerca de 30 cm com a ponta curva).

Nem mesmo os povos primitivos abriram mão da possibilidade de remover seus pelos. Há registros de que as índias não possuíam pelo pubiano. Em princípio imaginou-se que elas simplesmente tinham nascido sem ele, mas pouco tempo depois se descobriu que, na verdade, elas raspavam os pelos com a espinha do peixe-lixa.

Na idade média (idade das trevas), havia uma preocupação muito grande com o pudor, até hábitos básicos de higiene, como tomar banho, era tido como pecaminoso. Nessa época, a depilação era totalmente condenada, e quem ousasse tirar seus pelos poderia até mesmo ser acusado de bruxaria ou heresia e pagar com a própria vida a vaidade.

Já no século XX, as coisas mudaram à medida que as roupas foram ficando mais curtas e justas, o corpo foi se mostrando e não era nada agradável mostrar axilas e pernas peludas, em controvérsia o movimento rippies de 1960 e 1970 pregava a liberdade e desprendimento com as coisas materiais e luxos.

Depois dessa época o hábito de arrancar os pelos passou de um conceito de estética para um hábito de higiene pessoal.

A cera quente é o melhor de todos os métodos existentes para a retirada de pelos. Para utilizá-la, geralmente se coloca a cera num recipiente onde possa esquentá-la bastante. Em seguida, ainda bem quente, coloca-se no local e retiram-se os pelos. Não pode ser usada fria, pois assim perde completamente a sua eficácia. Também não é recomendado que se reutilize a cera depois de esquentada.

*Com informações da Wikipedia e Portal Educação

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